Uma afta que demora a cicatrizar, uma mancha esbranquiçada na língua ou um pequeno ferimento que parece inofensivo podem ser sinais de algo mais sério. Embora a maioria das lesões na boca seja benigna e desapareça espontaneamente em poucos dias, alterações persistentes merecem atenção.
Isso porque esses sinais podem indicar câncer de boca, uma doença que, quando diagnosticada precocemente, conta com altas chances de cura.
De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de boca e orofaringe é o quinto tumor mais frequente entre os homens no Brasil. Contudo, na maioria das vezes, é diagnosticado em estágios avançados.
A doença pode atingir lábios, gengivas, bochechas, céu da boca, língua e a região abaixo da língua. O principal desafio reside no fato de que os sintomas iniciais costumam ser discretos e facilmente confundidos com problemas comuns, como aftas ou irritações de aparelhos ortodônticos e próteses dentárias.
Segundo o oncologista Nildevande Firmino, do Hospital Santa Joana Recife, Rede Américas, a prevenção depende, sobretudo, da redução dos principais fatores de risco.
“As principais formas de prevenção ao câncer de boca são a cessação do tabagismo e a redução do uso de bebida alcoólica. É importante ressaltar que a vacina contra o HPV e o exame físico da cavidade oral também são essenciais.”
Ele enfatiza a relevância da vacinação contra o HPV, além do exame físico da cavidade oral.
O Ministério da Saúde destaca que cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e cigarro de palha estão entre as principais causas da doença.
“Fumantes têm risco 4,5 vezes maior de desenvolver câncer de boca, podendo ser ainda maior a depender da carga tabágica. Além disso, etilistas e pacientes com infecção pelo HPV têm um maior risco de desenvolver câncer de boca, assim como outros tumores de garganta.”
Nildevande explica que fatores como tabagismo e consumo de álcool aumentam significativamente o risco, especialmente em conjunto com a infecção pelo HPV.
Além do fumo, o alto consumo de álcool e a infecção pelos tipos 16 e 18 do HPV, outros fatores relacionados incluem uma dieta pobre em frutas e verduras, assim como a exposição solar sem proteção nos lábios.
Atenção ao tempo de cicatrização dos sinais de alerta
Nem toda afta é motivo de preocupação, mas lesões que não cicatrizam em até 15 dias devem ser avaliadas por um profissional de saúde. O oncologista Nildevande Firmino chama a atenção para outros sintomas que exigem investigação.
“Feridas na boca que persistem por semanas e não cicatrizam, manchas esbranquiçadas, dor e sangramento durante a mastigação ou deglutição, alterações na voz e massas no pescoço são alguns dos sinais de alerta que precisamos ficar atentos.”
Ele informa que a persistência desses sinais é um motivo claro para procurar atendimento médico.
Entre os sinais descritos pelo Ministério da Saúde estão ainda caroços nos lábios, rouquidão persistente, dificuldade para mastigar, engolir ou falar, sensação de algo preso na garganta e perda de peso sem causa aparente.
Diagnóstico precoce continua sendo a melhor estratégia
Ao perceber qualquer alteração persistente na boca, a recomendação é procurar atendimento especializado. Se houver suspeita, o profissional poderá indicar uma biópsia para confirmar o diagnóstico.
Caso o câncer de boca seja diagnosticado, o tratamento é realizado por meio de cirurgia, que pode ser um procedimento simples, em situações de lesões pequenas, ou mais complexo, nos casos em que o tumor apresenta maiores dimensões.
*Conteúdo estruturado pela I.A. do Aratu Online e revisado por um jornalista.



