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Interoperabilidade de dados na saúde ainda é um desafio para o Brasil

A chamada interoperabilidade de dados na saúde avança, mas enfrenta desafios tecnológicos, estruturais e de padronização no Brasil.

A interoperabilidade de dados na saúde é a capacidade de hospitais, clínicas, laboratórios, operadoras e sistemas públicos compartilharem informações de pacientes de forma integrada, segura e eficiente. Na prática, isso permite que exames, receitas, históricos médicos e diagnósticos possam ser acessados por diferentes profissionais e instituições, reduzindo retrabalho, evitando a repetição de exames e tornando o atendimento mais rápido e preciso.

Um exemplo do avanço da interoperabilidade no Brasil pode ser observado na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), plataforma do Ministério da Saúde criada para integrar informações clínicas em todo o país. Atualmente, a rede reúne mais de 2,8 bilhões de registros em saúde e já conecta 21 estados brasileiros, o Distrito Federal e 3.805 municípios.

Para o médico ortopedista Sormane Britto, especialista em health e inovação, a interoperabilidade representa hoje um dos principais pilares para a modernização do sistema de saúde no país.

“A interoperabilidade permite colocar o paciente no centro do cuidado. Quando os sistemas conseguem se comunicar, o profissional acessa rapidamente o histórico clínico e toma decisões mais seguras e assertivas”, afirma Sormane Britto.

Apesar dos avanços, especialistas apontam que o principal gargalo ainda está na falta de padronização tecnológica entre os sistemas utilizados por hospitais, clínicas e laboratórios.

Na saúde suplementar, a interoperabilidade também vem ganhando espaço. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que o setor reúne mais de 53 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares no Brasil, o que amplia a necessidade de compartilhamento seguro e eficiente de informações entre operadoras, hospitais e clínicas. Para Sormane Britto, a saúde suplementar tem desempenhado um papel relevante na transformação digital do setor, mas ainda enfrenta desafios relacionados à integração tecnológica.

“Hoje, os dados existem em grande volume, mas muitos ainda permanecem espalhados. O próximo passo da saúde digital é transformar essas informações em inteligência integrada para melhorar a experiência do paciente e a tomada de decisão médica. Não estamos falando apenas de tecnologia. Interoperabilidade significa eficiência, economia de recursos e continuidade do cuidado. A saúde do futuro depende diretamente da integração inteligente das informações”, conclui Sormane Britto.


Serviço

Perfil: @drsormanebritto
Formação: Ortopedista e traumatologista CRM-PE 16339
Especialização: Metabolismo e Fisiologia do Esporte – CFMDL1
Empresas: Co-fundador Health Sync Solutions e Novvus Healthtech

*Conteúdo estruturado pela I.A. do Aratu Online e revisado por um jornalista.

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