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Recife terá quatro novas exposições em museus neste fim de semana

A cena cultural do Recife se movimenta neste fim de semana com a abertura de quatro novas exposições. O Paço do Frevo, o MAMAM (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães) e o Museu de Arte Popular apresentarão mostras inéditas, enriquecendo o circuito artístico da cidade.

No Paço do Frevo, a mostra temporária “Maracatu – Antropologia Visual” será inaugurada nesta sexta-feira, 8 de maio. Com 40 fotografias, a exposição revela um olhar etnoartístico sobre a manifestação cultural do Maracatu, declarado patrimônio, através de registros de diferentes gerações de fotógrafos.

A exposição “Maracatu – Antropologia Visual” no Paço do Frevo ocupará a sala expositiva do térreo a partir desta sexta-feira (8). Ela reúne 40 fotografias que exploram o Maracatu sob diferentes perspectivas, incluindo trabalhos de Lula Cardoso Ayres, Katarina Real, Fred Jordão e July P. A curadoria é de Augusto Lins Soares.

Os maracatus de baque virado e baque solto são abordados como “imagens-tempo”, utilizando a ótica da antropologia visual. Além das fotografias, o acervo inclui vídeos sobre figuras como Dona Santa, Mestre Salustiano e Chico Science & Nação Zumbi, capas de discos, obras de arte e indumentárias.

O Paço do Frevo está localizado na Praça do Arsenal. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), com entrada gratuita às terças-feiras.

Já no sábado, 9 de maio, o MAMAM abrirá suas portas para um trio de exposições simultâneas. As mostras “…aquele cheiro do tempo”, de Luciana Borre; “Garateia: Onde Ancora a Memória”, de Shell Osmo; e “Carta ao Desejo” prometem um debate sobre memória, desejo, territorialidade e práticas coletivas, explorando diferentes poéticas e linguagens artísticas.

O MAMAM (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães), a partir das 15h deste sábado (9), apresenta três mostras simultâneas. Elas exploram memória, desejo, territorialidade e práticas coletivas por meio de diversas linguagens artísticas.

A primeira é “Carta ao Desejo”, uma exposição coletiva com curadoria de Rebeka Monita. Ela reúne obras de 22 artistas, dialogando com o acervo do museu e trabalhos de convidados. A mostra aborda o lúdico, a fabulação e as utopias, utilizando a poesia como ferramenta de transformação. A abertura contará com a performance “cercaviva”, de Edson Barrus Atikum.

Em seguida, “…Aquele Cheiro do Tempo”, de Luciana Borre, com curadoria de Ana Júlia Ribeiro, explora o crochê contemporâneo. A exposição investiga a força das narrativas têxteis como meios de memória, afeto e criação coletiva.

Por fim, “Garateia: Onde Ancora a Memória”, de Shell Osmo, com curadoria de Rebecca França, é uma exposição solo. Ela exibe pinturas, objetos e instalações inspiradas nas vivências ribeirinhas da bacia do Pina, no Recife. A mostra transforma o cotidiano das águas e das comunidades em um acervo sensível, político e afetivo, destacando a preocupação com os rios urbanos e modos de vida ameaçados.

O MAMAM está situado na Rua da Aurora, 265. O funcionamento é de quarta a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 10h às 16h. A entrada é gratuita.

O Museu de Arte Popular também celebra a arte com a exposição de longa duração “Escolas do Barro”. Esta mostra, que estreou recentemente em comemoração aos 40 anos do museu, celebra a produção cerâmica pernambucana, suas identidades e geografias, destacando polos como Caruaru, Goiana, Petrolina e Tracunhaém.

O Museu de Arte Popular, em celebração aos seus 40 anos, apresenta a exposição de longa duração “Escolas do Barro”. A mostra destaca a produção cerâmica pernambucana, explorando suas identidades e características. Ela ressalta polos reconhecidos como Caruaru, Goiana, Petrolina e Tracunhaém, que são verdadeiras “escolas de barro” devido à transmissão oral do conhecimento.

Estas cidades desenvolveram iconografias próprias, com intenções artísticas e socioculturais que se relacionam e modificam a realidade local.

O Museu de Arte Popular fica no Pátio de São Pedro, casa 49. Abre de quarta a domingo, das 10h às 16h, com acesso gratuito.

 

*Conteúdo estruturado pela I.A. do Aratu Online e revisado por um jornalista.

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