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Artesanato de Pernambuco fatura quase R$ 400 mil em feiras de São Paulo

Em São Paulo, o Artesanato de Pernambuco comercializou quase R$ 400 mil com a “Fenearte Ocupa São Paulo”, no evento São João Gomes, e com o Salão do Artesanato.

Iniciativas do Governo de Pernambuco, por meio da Adepe, impulsionaram o artesanato e fortaleceram a cultura e o turismo do estado, em ação conjunta com a Fundarpe/Secult-PE e Empetur.

O Artesanato de Pernambuco alcançou um feito notável na capital paulista na última semana. Na feira Salão do Artesanato Raízes Brasileiras, realizada entre os dias 13 e 17 na Fundação Bienal, o estande pernambucano estabeleceu um recorde em participações nacionais, com vendas que totalizaram R$ 341 mil.

Adicionalmente, a iniciativa “Fenearte Ocupa São Paulo”, inserida no evento São João Gomes, gerou R$ 55 mil em vendas de peças de artesãs e artesãos de todo o estado. Juntas, as duas ações somaram quase R$ 400 mil em comercialização, reforçando o impacto das iniciativas do Governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), para fomentar e impulsionar o artesanato local.

São João Gomes

Pela primeira vez fora de Olinda, a Fenearte fez uma pequena amostra do que é a feira para o público que foi ao São João Gomes, evento que ocorreu no Parque Villa-Lobos, na capital paulista. O espaço “Fenearte Ocupa São Paulo” expôs cerca de mil peças de mais de 80 artesãos pernambucanos. Mais de 60% dos trabalhos foram comercializados. Além disso, a presença da feira no evento representou uma oportunidade de divulgar, para um público de mais de 40 mil pessoas, a 26ª edição da Fenearte, que acontecerá de 08 a 19 de julho, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda.

Estavam no espaço da Fenearte, no São João Gomes, peças icônicas como as cabeças em barro das mestras Cida Lima e Neguinha, ambas de Belo Jardim, e os cachorros do mestre Marcos, de Sertânia. Também estavam presentes a tradição da arte figurativa em barro do Alto do Moura, em Caruaru, com peças de Vitalino Neto, herdeiro do ofício de Mestre Vitalino (1909-1963); o leão cacheado, imortalizado pelo Mestre Nuca (1937-2014), em reproduções agora feitas pelo filho, Marcos de Nuca, de Tracunhaém, e as xilogravuras dos filhos herdeiros da arte de J. Borges (1935-2024), de Bezerros, como Bacaro Borges e Pablo Borges.

Salão do Artesanato de São Paulo

Na Fundação Bienal, onde ocorreu o Salão do Artesanato Raízes Brasileiras, o público paulistano pôde ver e comprar peças utilitárias da ceramista de torno Carol Melo, do Recife, e os acessórios feitos com conchas e redes de pesca das Quilombolas de São Lourenço, coletivo de mulheres de Goiana. Foi a primeira participação das duas em uma feira na capital paulista. Também compuseram o estande a arte figurativa em barro do Alto do Moura, com as peças da artesã Janaína Barbosa; a renda renascença de Carmelita, de Alagoinha; as esculturas em madeira do mestre Marcos, de Sertânia, e a xilogravura de Bacaro Borges.

Os artesãos foram selecionados para representar Pernambuco no 22º Salão do Artesanato Raízes Brasileiras por meio de edital de chamamento público. Eles tiveram suas peças transportadas para a capital paulista pelo PAPE — Programa do Artesanato de Pernambuco, executado pelo Governo do Estado, por meio da Adepe.

“Este grande volume de vendas só reafirma o potencial do nosso artesanato. Foi um grande desafio levar uma amostra da Maior Feira de Artesanato da América Latina para São Paulo e, simultaneamente, participar do Salão do Artesanato. Resultados como estes nos animam a seguirmos firmes na missão de abrir fronteiras para oportunizar nossas tradições”, detalha Roberta Andrade, diretora-presidente interina da Adepe.

“Estamos muito felizes com os números que conseguimos em São Paulo. O Salão do Artesanato já se consolidou como uma feira importante para Pernambuco, e fez todo sentido para a Fenearte estar no São João Gomes, evento que potencializa e valoriza as culturas e identidades nordestinas, assim como faz a feira. Além disso, João Gomes é, hoje, um dos maiores promotores do nosso artesanato, sobretudo, pela relação dele com Irineu do Mestre, um dos nossos mestres artesãos, autor do boné/chapéu de couro, o ‘bonéu’, que virou símbolo do cantor. Foi uma oportunidade tanto para ampliar as vendas e o alcance do trabalho dos nossos artesãos quanto para divulgar a Fenearte e atrair novos públicos. Essa é uma parceria que nos fortalece”, fala a diretora-executiva da Fenearte, Camila Bandeira.

Edição especial do Pernambuco Meu País levou cultura, turismo e tradição nordestina

O Parque Villa-Lobos também foi palco da edição especial do Pernambuco Meu País. Durante a edição São Paulo do São João Gomes, o projeto levou à capital paulista uma experiência imersiva na cultura pernambucana, reunindo elementos que traduzem a pluralidade, a força simbólica e a riqueza das tradições populares do estado.

A programação contou com a apresentação da quadrilha junina Raio de Sol, reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco, e do grupo de bacamarteiros Batalhão 19 Flor de Lis, de Barra de Guabiraba, no Agreste. As manifestações reforçaram a diversidade cultural pernambucana, que se expressa do litoral ao Sertão, passando pela Zona da Mata e pelo Agreste, em linguagens que unem memória, identidade, festa, música, dança e pertencimento.

A iniciativa também teve papel estratégico na promoção turística de Pernambuco. São Paulo é o principal mercado emissor de turistas para o estado, o que torna a presença do Pernambuco Meu País na capital paulista uma ação relevante para ampliar a visibilidade do destino, fortalecer o calendário cultural e aproximar o público paulista da experiência nordestina vivida em Pernambuco.

“O sucesso da Vila São João Gomes mostra a força da cultura pernambucana de emocionar, conectar pessoas e impulsionar o turismo do nosso estado. São Paulo é o principal mercado emissor de turistas para Pernambuco. Durante o São João 2025, os turistas paulistas representaram cerca de 25% dos visitantes não nordestinos, com tempo de permanência acima da média e gasto diário elevado no destino. Ações como essa criam desejo de viagem e movimentam toda a cadeia produtiva”, afirmou Eduardo Loyo, presidente da Empetur.

As ações foram conduzidas pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), integrando a estratégia da gestão estadual de promover a cultura pernambucana em mercados prioritários, valorizar as tradições populares e consolidar o estado como destino de cultura, turismo e desenvolvimento.

*Conteúdo estruturado pela I.A. do Aratu Online e revisado por um jornalista.

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