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Empresários de PE veem fim da “Taxa das Blusinhas” como prejudicial ao setor

Pesquisa mostra que 81% dos empresários do Polo de Confecções de Pernambuco veem o fim da “Taxa das Blusinhas” como prejudicial ao setor.

Levantamento especial do ICETEC aponta que 61,9% das empresas preveem impacto negativo no mercado de trabalho e 95,2% cobram medidas de apoio do Governo.

A revogação da tributação sobre importações de pequeno valor, conhecida popularmente como “Taxa das Blusinhas”, acendeu um alerta no ecossistema têxtil de Pernambuco. Segundo a edição especial do Índice de Confiança do Empresário do Setor Têxtil e de Confecções (ICETEC), divulgada pelo Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE) em parceria com a Macro BI Consultoria, 81% dos empresários do Polo de Confecções avaliam a medida como negativa ou muito negativa para o setor regional.

A pesquisa aponta que a informação está amplamente difundida no ecossistema: 90,5% dos entrevistados afirmam conhecer a alteração regulatória e 78,6% declaram possuir alto ou médio conhecimento sobre seus desdobramentos práticos. O documento completo está disponível em https://ntcpe.org.br/icetec-extincao-da-tributacao-de-importacoes/.

Aumento da concorrência e pressão de preços. Para 83,3% dos confeccionistas, o fim da taxa provocará um aumento imediato na intensidade da concorrência com produtos importados. Entre as principais preocupações geradas por esse novo cenário comercial estão a redução das vendas (33,3%), a pressão por redução de preços no mercado nacional (31%) e das margens de lucro (19%).

O estudo revela ainda que o setor busca se estruturar para o novo momento concorrencial: apenas 31% dos empresários declaram estar preparados para enfrentar a concorrência ampliada, enquanto 66,6% se consideram apenas parcialmente ou pouco preparados.

Reflexos na produção e no emprego. A apreensão do empresariado reflete diretamente nas projeções operacionais e no mercado de trabalho da região. Metade dos entrevistados (50%) planeja reduzir o volume de produção nos próximos meses.

No âmbito dos empregos, 61,9% preveem retração na absorção de mão de obra, divididos entre 35,7% que planejam desacelerar ou suspender futuras contratações e 26,2% que admitem a necessidade de demissões como medida de ajuste. A redução de pessoal, inclusive, foi apontada por 33,3% das empresas como a primeira estratégia de sobrevivência a ser adotada.

Demandas por apoio institucional e desoneração. Frente às transformações do mercado, a necessidade de intervenção e políticas públicas de fomento é quase unânime: 95,2% dos empresários afirmam que são necessárias medidas governamentais de apoio ao setor.

Em relação à regulação, 38,1% sugerem a criação de novos mecanismos de proteção à indústria nacional e 28,6% defendem a revisão parcial da medida. Entre as políticas públicas estruturantes consideradas mais urgentes pelos empresários para garantir a sustentabilidade do Polo do Agreste destacam-se a redução da carga tributária (52,4%), linhas de crédito para capital de giro (47,6%), fortalecimento dos centros de compras do Polo (38,1%), incentivos à indústria local (28,6%), inovação tecnológica (26,2%) e programas de exportação (21,4%).

Para o diretor-presidente do NTCPE, Pedro Miranda, os dados demonstram a importância estratégica de unir forças internas com apoio governamental.

“O Polo de Confecções é um motor socioeconômico vital para Pernambuco. Os resultados do ICETEC reforçam a necessidade urgente de combinarmos inovação, produtividade e políticas que equilibrem as regras de jogo para preservar a competitividade e os empregos da nossa região. Vale ressaltar que, diante da edição da Medida Provisória, o Estado de Pernambuco tomou uma decisão imediata, convocando os empresários do setor e criando uma agenda estratégica para amenizar os impactos. O NTCPE tem participado, ativamente, das ações para que o setor produtivo não sinta tanto a concorrência desleal dos produtos asiáticos comercializados nas plataformas de e-commerce

O NTCPE, uma organização social privada e gestora do Marco Pernambucano da Moda, é um dos mais fortes interlocutores dos setores da moda e da indústria de confecções do Estado. Sua missão é promover a inovação, cooperação e intercâmbio de informações entre empresas do segmento, poder público, academia e entidades de apoio e fomento. Com apoio de parceiros, como o Governo de Pernambuco, através da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, a entidade compartilha e soma iniciativas entre o setor produtivo, universidades e entidades de fomento e suporte para ampliar a inserção do segmento nos mercados nacional e internacional. Há unidades em Olinda (Mercado Eufrásio Barbosa, Largo do Varadouro, s/n, Varadouro) e Caruaru (Rua Visconde de Inhaúma, 107, Maurício de Nassau).

 

*Conteúdo estruturado pela I.A. do Aratu Online e revisado por um jornalista.

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