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Novela ‘A Colecionadora’ de Patricia Tenório lança nesta sexta (30 de outubro)

Inspirada também em projeto pernambucano com pessoas idosas, novela percorre lugares da capital e será lançada em Porto Alegre

O Recife e a Região Metropolitana servem de cenário para “A colecionadora”., nova obra da escritora pernambucana Patricia Gonçalves Tenório. Publicada pela editora Casa de Astérion, a novela acompanha uma psiquiatra que passa a registrar histórias de pessoas idosas e, a partir da memória dos outros, inicia também um processo de compreensão da própria trajetória. O lançamento será no dia 30 de outubro, em Porto Alegre, com participação da escritora Irka Barrios, que escreveu a orelha do livro, e do editor Rafael Bassi.

Definida por Patricia como uma novela psiquiátrica-psicanalítica, “A colecionadora”., aborda questões relacionadas à velhice, memória, abuso infantojuvenil e à literatura como ferramenta de resgate e sublimação. O ponto de partida é o convite recebido pela protagonista Katarina, psiquiatra residente do Hospital Ulysses Pernambucano, para integrar a equipe de uma clínica voltada a pessoas idosas.

Katarina vive com George, um jornalista policial, e carrega um trauma da adolescência que continua interferindo em suas relações e escolhas. Apesar do sucesso profissional e amoroso, a personagem não consegue usufruir plenamente das conquistas e passa por um processo de autossabotagem. Ao ouvir e colecionar as histórias das pessoas atendidas na clínica, encontra uma maneira de compreender também as próprias dores.

A inspiração para esse eixo da narrativa dialoga diretamente com uma experiência desenvolvida em Pernambuco. Patricia conta que há muito tempo desejava escrever sobre a velhice, mas o tema ganhou novos contornos em 2026, quando o EEC Social criou a ação Tecendo Memórias no Abrigo Cristo Redentor, em Jaboatão dos Guararapes. Uma vez por mês, o grupo visita a instituição de longa permanência para idosos e se dedica a ouvir e acolher as histórias dos residentes.

“A nossa sociedade envelhece de maneira galopante. Os idosos, com sua experiência de vida e sua sabedoria, não são valorizados da maneira que deveriam no Brasil”., afirma a autora.

Na ficção, Katarina transforma a coleção dessas memórias em uma possibilidade de conhecer melhor a si mesma e ultrapassar bloqueios relacionados aos traumas vividos na adolescência.

A geografia pernambucana também participa da construção da narrativa. A história atravessa espaços como Tamarineira, Parque da Tamarineira, Rua do Imperador, Arquivo Público, Avenida Caxangá, Camaragibe e Aldeia.

“No momento que o livro atravessa esses lugares conhecidos para quem é de Recife e da Região Metropolitana, a ficção se mistura com a não ficção”., explica Patricia.

Segundo ela, dessa aproximação surge um gênero híbrido em que autora e personagem elaboram, pela escrita, seus próprios traumas.

A estrutura da obra também dialoga com o trabalho desenvolvido por Patricia nos Estudos em Escrita Criativa. “A colecionadora”., é fragmentada em capítulos curtos, resultado de um método adotado durante a produção: a escritora se propôs a preencher apenas uma página por dia de um caderno escolhido especialmente para o livro. Foram cem dias de escrita contínua, normalmente em sessões de 15 a 20 minutos realizadas pela manhã, além das revisões posteriores.

A cada dez páginas, a narrativa apresenta seções temáticas sobre conceitos da criação literária, entre eles diálogo, cenário, inspiração, técnica, ofício, forma, continuidade e revisão. Patricia buscou referências tanto em manuais quanto na própria literatura. Arthur Schopenhauer, Milan Kundera, Virginia Woolf, Orhan Pamuk, Luiz Antonio de Assis Brasil e Raimundo Carrero estão entre os autores que influenciaram a construção da obra.

“A colecionadora”., também marca um novo momento dos 22 anos de trajetória literária da autora. Em 2026, Patricia completa 40 publicações com “Contos parisienses”., “Poemas de intervalo”., “Resenhas dos três anos”. e “Toda vida merece um livro”., obras relacionadas aos projetos desenvolvidos pelo EEC Social. A publicação da nova novela pela editora Casa de Astérion representa, segundo ela, a realização do sonho de retornar “de uma maneira mais ampla e visível para o mercado editorial nacional”.,.

O lançamento de “A colecionadora”., será realizado em Porto Alegre, cidade-sede da editora. No dia 30 de outubro, a partir das 17h, Patricia participa de bate-papo com a escritora Irka Barrios e o editor Rafael Bassi, na Livraria Clareira. No dia seguinte, às 16h, participa da 72ª Feira do Livro de Porto Alegre, com “A colecionadora”. e “Rio a quatro mãos”., escrito em parceria com Adriano Portela.

“A colecionadora”., custa R$ 70 e estará disponível em versão física e digital. O livro poderá ser encontrado em livrarias de Porto Alegre, na Feira do Livro, na Amazon e no site da Casa de Astérion (loja.olimpoeditora.com/casa-de-asterion). Durante o evento do dia 30, Patricia também venderá os quatro títulos de sua tetralogia de 2026 por R$ 20 cada, com renda destinada ao EEC Social.


Serviço

Lançamento de “A colecionadora”., de Patricia Gonçalves Tenório
Data: 30 de outubro de 2026
Horário: a partir das 17h
Local: Livraria Clareira – Rua Henrique Dias, 111, bairro Bom Fim, Porto Alegre
Programação: bate-papo com Irka Barrios e Rafael Bassi
Entrada: aberta ao público
Valor do livro: R$ 70

72ª Feira do Livro de Porto Alegre
Data: 31 de outubro de 2026
Horário: 16h
Evento: Lançamento de “A colecionadora”. (2026) e relançamento de “Rio a quatro mãos” (2021)

*Conteúdo estruturado pela I.A. do Aratu Online e revisado por um jornalista.

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