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Oficina Francisco Brennand abre chamada para Escola Residente nesta segunda (5)

A partir da próxima segunda-feira (5 de outubro), a Oficina Francisco Brennand inicia o período de inscrições para a primeira edição do programa Escola Residente. Este novo braço do projeto Afluir na Oficina busca desenvolver ações com escolas públicas, focando na conexão entre arte e educação.

A iniciativa, que conta com o apoio do Fundo Museu Escola da Família Hees e do Instituto Parvi, selecionará duas propostas inovadoras nos campos da arte, cultura e educação ambiental. Cada projeto escolhido receberá um aporte financeiro de R$ 5 mil para sua execução, e os professores responsáveis serão contemplados com uma bolsa de R$ 2 mil, além do acompanhamento da equipe de Educação e Pesquisa da Oficina. O edital e o formulário de inscrição estarão disponíveis no Instagram do museu, @oficinafranciscobrennand.

A Escola Residente será estruturada como um Laboratório de Projetos, com duração de seis semanas, ao longo do mês de novembro. O objetivo é estabelecer um percurso de pesquisa, experimentação e partilha, partindo de questões, vivências, interesses ou desafios presentes no dia a dia das escolas participantes. Durante a residência, os educadores terão acesso a acompanhamento especializado, ampliação de repertórios e visitas mediadas à Oficina, em um processo construído em diálogo com os contextos escolares e seus territórios.

Podem participar professores e professoras vinculados a escolas públicas dos nove municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) atendidos pelo Projeto Afluir: Recife, Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Abreu e Lima, Igarassu e Itapissuma. As propostas submetidas devem prever a participação de estudantes e/ou da comunidade escolar e precisam estar relacionadas a pelo menos um dos três eixos definidos pela convocatória: arte, cultura e educação ambiental.

Afluir na Oficina

Este novo eixo se baseia na experiência do Projeto Afluir que, desde dezembro de 2025, tem proporcionado transporte, alimentação e visitas mediadas gratuitas para escolas públicas e grupos em situação de vulnerabilidade. Até setembro deste ano, foram registradas 461 solicitações de visitas à Oficina. O programa também inclui ações de formação continuada para educadores, como o Encontro com Professoras e Professores.

Para Whodson Silva, supervisor de Educação e Pesquisa da Oficina Francisco Brennand, o novo projeto “amplia a possibilidade de estabelecer relações permanentes com as comunidades escolares”. Ele completa:

“A Escola Residente nasce da compreensão de que a relação entre museu e escola pode ir além da visita e se transformar em um processo contínuo de troca, pesquisa e construção de conhecimento. Queremos partir das questões que já existem nas escolas e, junto aos professores, criar possibilidades para que essas ideias sejam experimentadas e desenvolvidas”

, afirma.

A aproximação territorial também constitui um dos princípios do programa. Entre os critérios de seleção está a localização das escolas em relação à Oficina, visando fortalecer a conexão com bairros, comunidades e regiões próximas ao museu-ateliê. Whodson explica:

“O Afluir busca construir relações continuadas com as escolas e também fortalecer uma política de vizinhança. Por isso, a proximidade territorial é considerada na seleção das escolas residentes, aproximando a Oficina das comunidades que fazem parte do seu entorno”

.

A expectativa é que o percurso não apenas resulte no desenvolvimento das propostas selecionadas, mas também na criação de novas possibilidades de continuidade para os projetos dentro das escolas. A primeira edição terá sua culminância prevista para o início de dezembro, quando os participantes compartilharão os resultados e as experiências construídas ao longo da residência.

A Escola Residente representa a terceira frente do Afluir na Oficina, que integra diversas formas de aproximação entre a Oficina Francisco Brennand e as comunidades escolares. Juntamente com as visitas mediadas e as ações de formação para educadores, a residência expande o espaço de colaboração entre museu e escola, incentivando processos de aprendizagem que emergem dos contextos, interesses e territórios de cada comunidade.

A chamada completa da Escola Residente, com todos os critérios de participação e as orientações para inscrição, estará acessível a partir de 5 de outubro na bio do perfil @oficinafranciscobrennand no Instagram, e no site da Oficina Francisco Brennand.


Serviço

Chamada: a partir de 5/10
Público-alvo: professoras e professores de escolas públicas dos nove municípios da RMR atendidos pelo Projeto Afluir na Oficina
Chamada e inscrições: disponíveis em link na bio do @oficinafranciscobrennand no Instagram e por meio do site www.oficinafranciscobrennand.org.br

Sobre a Oficina Francisco Brennand

Transformada em um instituto cultural sem fins lucrativos em 2019, a Oficina atua para preservar o legado do artista Francisco Brennand, ao passo que fomenta e difunde práticas artísticas, educativas e culturais contemporâneas. Situado no coração da Mata da Várzea, na capital pernambucana, o museu-ateliê salvaguarda um amplo conjunto de obras do artista, distribuídas em espaços expositivos, jardins (um deles projetado por Roberto Burle Marx) e reserva técnica. Fundada em 1971, a Oficina compreende também edificações fabris, ateliês e uma capela, cujo projeto é de autoria dos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e Eduardo Colonelli, além de instalações de atendimento ao público, como café e loja, e uma unidade de apoio localizada no Bairro do Recife, na Casa Zero.

*Conteúdo estruturado pela I.A. do Aratu Online e revisado por um jornalista.

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