O mês de junho marca a campanha Junho Verde, voltada à conscientização sobre a escoliose, condição caracterizada pelo desvio lateral da coluna vertebral que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora seja mais comum durante a infância e a adolescência, a doença também pode surgir ou se agravar na vida adulta, comprometendo a postura, a mobilidade e a qualidade de vida.
Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), cerca de 6 milhões de brasileiros convivem com algum grau de escoliose. A condição atinge entre 2% e 4% da população mundial e costuma ser diagnosticada com maior frequência em meninas durante a fase de crescimento. O desafio é que, na maioria dos casos, a doença evolui silenciosamente, sem causar dor nas fases iniciais.
De acordo com o ortopedista especialista em coluna do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT), Dr. Túlio Rangel, a informação é uma das principais ferramentas para evitar a progressão da doença.
“A escoliose vai muito além de uma alteração estética. Dependendo do grau da curvatura, pode causar dores, limitação funcional e até comprometer a capacidade respiratória. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento e evitar procedimentos mais complexos no futuro”, explica.
Entre os sinais de alerta estão ombros desalinhados, escápulas em alturas diferentes, assimetria da cintura, inclinação do tronco e diferença na altura dos quadris. Muitas vezes, essas alterações são percebidas primeiro pelos pais, professores ou durante avaliações de rotina.
A fase de crescimento merece atenção especial.
“Durante a infância e a adolescência, a curva da escoliose pode evoluir rapidamente. Por isso, é importante observar a postura e realizar acompanhamento ortopédico sempre que houver suspeita”, destaca o especialista.
Apesar da preocupação que o diagnóstico costuma gerar, a maioria dos casos não exige cirurgia. Dependendo do grau da curvatura, o tratamento pode incluir acompanhamento periódico, fisioterapia especializada, exercícios de fortalecimento e, em alguns casos, o uso de coletes ortopédicos.
A campanha Junho Verde reforça que a observação da postura e a busca por avaliação médica precoce continuam sendo as principais estratégias para evitar deformidades mais graves.
“Quanto mais cedo identificamos a escoliose, maiores são as chances de controlar sua evolução e preservar a qualidade de vida do paciente”, conclui Dr. Túlio Rangel.
Com o aumento da conscientização e o acesso ao diagnóstico adequado, especialistas esperam reduzir os impactos da doença e promover uma vida mais saudável para crianças, adolescentes e adultos que convivem com alterações na coluna.
Serviço
Instituto: Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT)
Endereço: Av. Agamenon Magalhães, 4760 – Paissandu – Recife – PE
Instagram: @iot.recife
*Conteúdo estruturado pela I.A. do Aratu Online e revisado por um jornalista.



